A nossa trajetória e o problema com a vaidade

Por Donnie Yen


Certa vez estava terminando de escrever um texto sobre esse assunto, mas infelizmente ocorreu um erro ao salvar em que fez com que perdesse esse texto. Bom, tento aqui novamente escrever sobre esse assunto, que por sinal é um problema que poucos se dão conta.

Você, durante boa parte da sua vida acredita que deve ser romântico com as mulheres e, portanto, acaba as idealizando e , consequentemente, em função do romantismo, acaba se apegando. Devido a isso, se depara em um labirinto sem fim. Acha que está no caminho certo, quando de repente, quebra a cara novamente, e vive nesse círculo vicioso de ir pelo caminho errado e nunca chegar ao fim tão desejado. Você se questiona a todo momento: o que estou fazendo de errado? Será a felicidade algo tão impossível?


Quando, de repente, dentro desse labirinto sem fim, você percebe que as coisas não eram tão impossíveis como imaginava. Em cima desse solo de ilusão em que você vive, você começa a cavar e perceber uma luz. Finalmente você encontrou a Real. E quanto mais cava a fundo as questões, não acredita que seria possível encontrar tantas verdades. Ao mesmo tempo, se dá conta que aqueles caminhos propostos anteriormente não passavam de ilusões.

E durante anos você ficou ali, cavando e cavando, até cansar. Pronto, agora você, finalmente saiu do maldito labirinto sem fim chamado matrix. Ou será mesmo? 


Agora você se encontra no mundo real. Nesse mundo real há diversas placas em sua direção denominadas livre- arbítrio. Você pode escolher qual caminho seguir à vontade. Só que, devido a tantos anos de experiência, sofrimento e reflexão, você percebe que nem todas as opções são as mais adequadas. Umas dizem: Política, Religião, Filosofia, Relacionamentos; enquanto outras dizem: Relativismo, Egocentrismo, Materialismo e Neo-Ateísmo. Umas levam a verdade e outras a mentira. Até ai, tudo muito claro e óbvio.


Você então, decide ir pelo lado mais prático antes de percorrer os outros caminhos. Escolhe o caminho do desenvolvimento pessoal. Com isso, se dedica a si mesmo, passa a ter mais interesse pelos estudos, se dedica mais aos treinamentos físicos, melhora a aparência, etc. E os resultados vão surgindo: consegue mais mulheres, melhora a autoestima, arruma um emprego melhor, adquire mais dinheiro e bens. Porém, não se dá conta que, para todo caminho longo haverá obstáculos. Alguns problemas vão surgindo. Graças a aquisição de bens e virtudes, o sujeito vai deixando instalar em si mesmo a vaidade. Ele vai deixando o monstro crescer até se tornar mediocridade. Como assim? Aquilo que serviria de incentivo e gás para o sujeito continuar sua trajetória em busca da verdade, acaba fazendo com que ele pare no tempo. Acaba se assemelhando com as vadias, que tanto criticam, em alguns pontos: se vangloriam pela sua aparência, ficam tirando fotinha nos espelhos, discutindo sobre aparência frequentemente, qual roupa usar, ficam com guerrinha de ego, etc.


Ao meu ver, não há problemas quando uma das coisas citadas anteriormente ocorrem raramente; o problema é isso se tornar frequente. Somos homens, precisamos nos desenvolver e essas coisas não só tiram nosso foco, como nos tornam efeminados. Nossos ancestrais não discutiam sobre cabelo, roupinha, pele, não comparavam o tamanho do corpo entre um e outro; suas discussões eram objetivas.

Alguns devem estar pensando: o Donnie é frango, tá com inveja e mimimi. Bom, estou satisfeito com o meu físico, com meus resultados e outras coisas. Claro que tenho que melhorar. A mesma coisa todos vocês. Só que, você passar tantos anos estudando, melhorando seus aspectos, se achando livre da matrix, pra terminar assim, é no final das contas trocar a matrix antiga por uma nova. 

A verdade é uma busca contínua. Um homem que não busca a verdade é um homem sem rumo.

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