A nova geração de homens mimados.

Por The Irish Beer.

Bom dia, povo.

Depois de tanto tempo observando alguns fatos e constatações, cheguei a uma conclusão terrífica sobre a nossa atual condição. A condição do homem moderno das metrópoles ou dos ranchos semi-interioranos.

A nova e péssima frescurite.


Ele possui uma vasta coleção de cremes na prateleira do banheiro, assiste novelas, é frequentador assíduo dos salões de beleza, veste cores berrantes por supostamente ser mente aberta, não tem medo de falar que ama ou expressar suas emoções, porém faz cara feia e bate o pé caso toma uns foras ou não encontra seu gel capilar feito à base de porra de golfinho.

Durante muito tempo a educação familiar tem recebido um imenso mal e déficit que ligaram péssimas consequências ao nosso dia-a-dia: a superproteção familiar, principalmente oriunda das mães. 

Desde cedo, o rapaz é tratado como se fosse uma espécie de santidade intocável, levado a acreditar que o mundo lá fora corrompe sua pureza, lhe dá malícia (como se fosse uma coisa ruim...) e mancha sua camisetinha nova da Tommy Hilfiger, criando mais tarde uns bandos de marmanjos que não possuem as mínimas noções de respeito, autoridade e lida com o mundo exterior.

Embora eu bata sempre nessa tecla, eu volto a repetir. O homem de hoje é um produto sensível e extremamente inseguro, tanto parte pela sua educação, tanto parte pelo que vivência. Ele não possui opiniões sólidas e segue a velha opinião de rebanho. 

Você pode olhar o mundo afora e ver por aí um clã de emos frescos, pseudo-playboys com o corte do Neymar, universitários criados a leite com pêra invadindo a reitoria da USP para fazer uma imagem cômica de uma falsa Revolución...



Na questão da lida com as mulheres, ele sai pior ainda. O tipo brasileiro costuma chegar agarrando, porém morde o travesseiro durante a noite de aflição caso toma um fora. O homem moderno não sabe ser rejeitado, ele leva tudo para o lado pessoal. E sabem por que?


Ele gasta trezentos reais numa camiseta, duzentos num óculos escuro, cinquenta numa cueca (rosa) e centenas e centenas em academia e suplementação. Isso tudo para ele é uma evolução pessoal digna de transcendência moral.  Ao levar um fora, ele sente uma espécie de negação ao seu esforço para adquirir mulher, como se aquilo não tivesse sido grandes coisas. 


O homem sensível e mimado costuma ver as coisas por um lado vertical e unilateral.


Como uma espécie de criança birrenta fã de Ben 10, ele costuma resguardar uma espécie de rancor quinta série para as pessoas que não deram essa valorização ao seu esforço de nível abrangente, eles encaram o mundo como uma extensão de suas mamães que devem aplaudir e comentar tudo o que fazem de bom grado, e passar a mão na cabeça caso aconteça algo danoso para eles, como perder o ingresso para o show do Tiesto. Extremamente passional, emotivo e pessoal.

A timidez e o medo do próximo é um problema para o homem moderno. Ao falar com os próximos, eles sentem uma espécie de nervosismo, necessidade de aceitação ou autorização por entrar em contato com algo que ficou fora por muito tempo de sua vivência. 
O homem mimado por não saber se comunicar, vai buscar referências em outras pessoas ou formas de comunicação para preencher suas lacunas, daí você dá um voalá para as novas modas: pseudos PCs-Siqueiras, esquerdistas rebeldes calçando Nike Shox, pseudo comedores, playssons e por aí vai.



Na falta de um pulso firme masculino, o homem inseguro busca referência em todas as formas existentes. Sua insegurança busca alguma espécie de respaldo de modus operandi masculino, jogando a culpa em tudo que é exterior por macular a sua perfectibilidade pessoal.


Em suma, o homem mimado merece o seu potencial vazio de auto-crítica.

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