A Essência de Marte - Parte 3 - Zona de Conforto

Por The Irish Beer

Pois bem, galerada. Cá está a última parte da trilogia A Essência de Marte.

Antes de tudo, vou esclarecer alguns pontos. O Conforto vai além do bem estar físico, social e mental...ele alcança a transcendência pessoal. Essa etapa final enxerga os pontos como eles são de fato, sem refutações ou conjecturas. Por esse fator é justo atribuir o conforto como uma característica forte da masculinidade. 

Algumas pessoas tocam no assunto da morte do ego, mas é bom salientar que mesmo sendo uma coisa de certa forma positiva, é um pormenor complicado e extremamente trabalhoso. Não é algo que sai da cartola como um coelho, é um feito dito de um ascetismo sem palavras. 
A afirmação total de seus atos, pensamentos e proveitos vai de encontro direto à satisfação da alma, a questão que diferencia é a qualidade do seu sacrifício e da sua alma. O que é de pouco pede e faz pouco, o que é de muito faz muito e se sacrifica muito. O conforto é o reconhecimento da masculinidade e da própria alma.



Em meio aos conflitos, as afirmações e as violências imputadas, o homem é colocado na famosa saia justa, ou ele sai de lá inteiro ou ele cai. O resultado disso a gente chama experiência, o excedente é chamado de lucro ou prejuízo. As pessoas buscam pelo segundo (lucro, claro...ninguém é idiota de buscar pelo prejuízo) e por conseqüência adquirem o primeiro. 

O processo de maturidade de pensamento é dado de acordo com as vivências que o homem presencia e a relação com o auto conhecimento, auto controle e auto respeito. O homem que aprende é o homem que se ama, se valoriza e vai de frente às ondas sociais e internas. Situar-se dentro da zona de conforto não é aprender a tirar o pneu de um carro ou cozinhar a lasanha que a mamãe ensinou, o mundo vai além e exige mais do que isso.



É mais justo falar ainda que hoje, a sociedade despreza o conforto masculino e valoriza muito o conflito, quando na verdade um é a ação e o outro, a reação. Duas medidas justas e que ambas não vivem sem a outra; muito viril do homem que experimentou dos dois e hoje desfruta de todas as boas conseqüências de suas escolhas. 

Ele ta lá por isso, ele se conforta por isso...sua alma dorme bem como um bebê de oito meses. Como o mundo é mundo, logo mais tarde haverão outros conflitos, e o ciclo continua novamente. 

É a vida. É o ciclo.

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