Bonito no papel? Não mesmo!

Por The Irish Beer

Boa noite, galera. Há uns dias, caminhando na rua depois de devorar boas esfihas de frango com catupiry, tomar minha jurupinga e sentir o cheiro de terra molhada por causa da chuva (poético e escroto, mas acreditem, é bom pra caralho), comecei a ter uns toques de consciência tardia no mesmo estilo da garota Regan.


Algo me dizia "Não é bom nem no papel, Irish! Não é bom nem no papel, he he he!" A voz não me dava medo não, rs. Bom, muitos já devem ter ouvido várias palavras que são pontos comuns que saem das bocas e entram nos ouvidos das pessoas.
Muitas vezes essas frases são espera trem, pra terminar um assunto ou pra colocar algum tipo de conveniência. 
"Eu ouço qualquer tipo de música! Desde o axé até o rock pesado do Cazuza, sou muito eclético e amo música!"(nada contra quem ouve variados tipos de música, é até muito bom isso...enfim, entenderam a sentença).
"Adoro literatura! Paulo Coelho é genial! Aliás...você viu aquela promoção na banca? Você pode ganhar o livro novo do Dan Brown!" 
"O socialismo é muito bonito no papel, pena que na realidade é outra coisa" .

Opa, pera lá. 

Alguém aqui realmente parou pra analisar essa última frase? Bem, pra você falar que o Socialismo é muito bonito no papel, você precisa definir o que é o socialismo e quais são as metas dele. As pessoas costumam falar que o socialismo é bonito pelo fato da ingênua igualdade e bondade entre as pessoas, beirando a uniformidade goiabada com queijo, mas será que isso é realmente uma coisa boa, mesmo que utópica? 

Sintetizando e muito, o socialismo é uma organização prezando pela socialização dos meios de produção, supressão da noção de propriedade privada e livre comércio. Seria a tomada pelos proletários em cima dos detentores da ideologia fomentadora da opressão dual entre Capitalista x Proletário, tal qual a derrubada dos pilares que os tais teóricos marxistas definem como "superestruturas" burguesas (estado, moral, religião, educação, mídia etc). Em suma, a finalidade era a destruição dos ditos valores burgueses para a instauração do poder proletário com uma consequente dissolução de classes, onde todos seriam iguais perante os interesses, deveres e benefícios de uma sociedade comunista. Bom, vamos colocar algumas questões.

Pra você achar bonita a total igualdade, você deve achar bonita as consequências e os meios que fazem tal igualdade acontecer. Estatização deveria ser a nona maravilha do mundo, a queda dos valores morais deveria ser tão bela quanto as fugas de Bach e a supressão das forças da igreja deveriam ser servidas com açúcar mascavo por uma bela garçonete de top.
A igualdade só é alcançada pela padronização do pensamento, do modo de agir e da falta de liberdade mercadológica. Hegemonia faz com que o indivíduo se torne uma formiga a mais pro formigueiro, sem distinção e em tons cinzas.

A falta de teoria faz milagres, rs

No momento em que você instaura a liberdade econômica, o caboclo faz o que quer e como quer em relação aos seus investimentos, desde aí colocando ponta para a diferenciação e valor individual. Onde tá a beleza em ser padronizado igual a todos, sem poder exercer seus atos meritocráticos e diferenciais com o perigo de ter o bedelho estatal enfiado no meio do rabo?
Há quem diga que Marx era vagabundo e mal intencionado, mas a minha tese é a de que ele foi uma criança extremamente amargurada, alegando as notas baixas nas aulas de educação física sala pelo fato da professora correr rápido demais, e não por ele ser um gordinho sudoríparo. Tal pensamento se perpetuou até a sua vida adulta e a máscara ganhou apenas uma maquiagem a mais.

É muito fácil querer ajustar o mundo a você mesmo quando na verdade você que tem que acompanhá-lo...ele sempre foi assim, desigual e extremamente bonito.

Cesar merece o que é dele. Ah, antes que eu esqueça: Proletários de todo o mundo, (des)uni-vos! Vão trabalhar mais e chorar menos.


Quer igualdade? Vai pra prisão, lá o uniforme é laranja e o caráter é nivelado como cobertura de bolo.

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