Síndrome de Sherlock Holmes e o extremismo.

Assim como nos acontecimentos sociais, a real possui o seu lugar no ditado “Muda o local, mudam os personagens, mas o contexto ou a história continua a mesma”. Cada um tem a sua por aqui. Uns reagem de forma agressiva, outros ficam indignados. Outros até fazem cara de quem chupou limão e não gostou. Essa é tão falada “fase da revolta”. Hoje vou tratar de um comportamento derivado dessa fase bem mais comum do que parece. Denominarei esse fenômeno de “Síndrome de Sherlock Holmes”.

Conhecer a real é um processo doloroso. Não existe NINGUÉM que tenha passado pelo processo de leitura de Nessahan Alita sem ficar baqueado. Assim como também está para existir seres que tenham absorvido a real em três dias ou uma semana. Não diferente destes anteriores, são mitos aqueles homens que jamais cometeram erros mesmo após a real. Afinal, sejamos honestos, você pega a sua vida e joga pela janela. O seu muro das lamentações, conquistas, pensamentos, DESMORONA na sua frente sem o menor tempo para agregar tudo aquilo. É tudo de uma vez só. TODOS, sem exceção, passaram pela “fase da revolta”, tão bem frisada pelos membros mais antigos.

Essa “fase da revolta” tem suas controvérsias. Alguns, por pura imbecilidade, terminam por virar misóginos. Esses daqui eu nem perco meu tempo, pois bom-senso é um dom e estes não foram agraciados. Já os seres humanos sensatos e comuns ficam indignados, pois fizeram papel de palhaço por um tempo considerável e descobriram isso há pouco tempo, a revolta é compreensível e razoável. E por fim, existe um terceiro grupo a ser discutido, os Neo-Sherlock-Holmes-extremistas da real. Nome extenso, cheio de graça e todo pomposo. Quem é leigo até acha que estamos falando de profetas. Muito pelo contrário, esses daqui por receio de voltar à condição de palhaço, entram na síndrome que já mencionei acima.

Aí vocês me perguntam:

“Afinal, o que é essa PORRA de Síndrome de Sherlock Holmes? fale logo caralho!”

A definição é simples. É ser extremista ao extremo (é, pleonasmo mesmo) e tentar ver a real até na merda que ele caga todo dia depois do almoço. Sim, a real está presente em tudo e eu concordo. Só que, sem extremismos. O cara interpreta um “Arruma seu quarto muleque!” vindo da própria mãe, como uma forma de se subjugar ao sexo feminino e assim financiar o feminismo. Ou até mesmo no processo de conquistar uma mulher como ser mangina por entreter alguém ou coisa parecida. Além desses dois, vem o pior deles. O camarada passa a se trancar no quarto e então a fazer análises profundas sobre as teorias do caos, conspiração contra TODOS os comportamentos femininos, masculinos, caninos, felinos e por fim, marcianos. QUALQUER COISA é motivo para indignação e reclamação.

"Usou o adjetivo diferenciada logo após o substantivo mulher... MANGINA SAFADO!"

"Saiu com os amigos. Local: Balada. É UM IMBECIL!"

A polarização, assim como manginas e feministas, é combatida sem dó pois ela é feita de forma irracional. Nunca é considerado o contexto. É uma simples decisão binária. Tudo bem, é claro que é razoável se abster de relações sociais mais intensas por um determinado período. É uma autodefesa compreensível e até recomendada. Contudo, o guerreiro da real não pode ficar preso nessa etapa por 10 anos. A proposta é LIDAR com as mulheres, os homens, enfim a sociedade. Não FUGIR deles. Não existe argumentação razoável para justificar esse tipo de comportamento. É como assinar um atestado de “sou um bundão e não agüento viver em sociedade”. É isso mesmo que você, neo-shelock-holmes-extremista da real quer para o seu futuro? Pesar 200 kgs, feder a merda e não se relacionar com ninguém? Acho que não.

Lembre-se, a real te dá poderes. Não adianta querer mais voltar atrás. As relações sociais passam a ter uma análise mais profunda mesmo. Adapte-se a isso. Porém, seja sensato e use-os para seu benefício. Virar um monstro no porão não é a solução. Saia da cadeira do computador e desenvolva-se. A real é o artifício do homem sensato, digno, honrado e acima de tudo, vencedor. É esse o verdadeiro sentido do “guerreiro da real”. E não um zé roela que fica teorizando tudo e não coloca nada em prática.

6 comentários:

  1. KKK isso é inevitável, para o cara sair dessa condição ele tem que passar pelo processo de individuação, mencionado por Carl G. Jung

    A teoria dos tipos psicológicos explica bem isso!

    Os que assimilam bem as teorias da real são os tipos psicológicos que utilizam a intuição introvertida, pois são os tipos que estão mais conscientes do inconsciente coletivo depois os intuitivos extrovertidos, depois os ISxP's, ESXJ's e por último os sensitivos introvertidos e extrovertidos.

    Os tipos intuitivos em geral lidam melhor com teorias porque processam informações muito mais rápido e possuem mais contato com o inconsciente individual e o inconsciente coletivo,( como a teoria da real, ao que percebi é uma teoria que mostra os mecanismos psicológicos inconscientes que geram os enganos que os "manguinhas" caem sempre ) os que menos lidam bem com teorias são os tipos sensitivos em geral, que possuem grande dependência da memória e apego ao passado, se eles não conseguirem lidar bem com isso podem gerar neuroses e paranóias

    Esses que voce disse que assimilam em 3 dias é mais provável que sejam os tipos INXJ e ENXJ ( os IN muito provávelmente mais rapido que os EN ) os que podem ficar 10 anos remoendo o mesmo assunto em geral há muitas chances de ser um
    ESXP ou ISXJ, os tipos extrovertidos, sensitivos são maioria na população e a proporção é quase sempre a mesma em qualquer lugar do mundo e provavelmente o cara que tem essa "
    Síndrome de Sherlock Holmes e o extremismo." deve ser um tipo ISFJ ou ESFP ( quando o processo de individuação está no inicio e gera um estresse muito grande e ele entra em contato com a sua sombra ISFJ), são os tipos psicológicos que menos lidam bem com teorias seguido de lógica, nessa ordem,
    são os tipos mais apegados aos seus sentidos, percebem o mundo muito mais pelo que veem e ouvem e tomam decisões de acordo com seus sentimentos e emoções, os sensitivos não gostam de teorias porque as teorias trabalham com as possibilidades com o "pode ser" e eles acham isso incerto e confuso eles preferem mais o "é" se importam mais com o "aqui e agora" os fatos, falar de teoria psicológicas com eles é um pouco problemático porque não coisas que se compreende apenas pelos fatos e pela experiencia que são informações concretas, exige o trabalho da intuição para trabalhar com informações abstratas, e a intuição é a função ignorada e mais inferior neles, inconsciente e sem trabalho e quando obrigada a ser acessada é sempre de forma violenta, bem lê a teoria e voce vai entender melhor, se voce já as conhece sabe do que estou falando e não lidam bem com lógica pois a função pensamento neles é terciária e na maioria das vezes só é acessada para justificar as suas próprias decisões tomadas de forma sentimental. Os mais neuróticos são os ISFJ eles ficam procurando "evidencias" o tempo todo e os mais paranoicos os que querem "meter a real" em todo mundo são os ESFP

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  2. Sim, eu entendo o que você disse, mas farei alguns adendos. Separando por partes, comentário longo haha.

    Veja só. Na questão daqueles que dizem saber da real em pouco tempo MESMO (questão de uma semana), para começar que é mentira. Qualquer que seja o conteúdo é preciso tempo para agregar a informação. Por mais que envolvam características diferentes de assimilação, não existe NINGUÉM que consiga descontruir uma vida doutrinada a ser um capacho de mulheres, a agir como um paspalho ou seja, um mundo de fantasias em uma semana. Por mais estejamos falando do cara mais pé no chão e consciente, ele pode codificar a informação e passar a racionalizá-la, contudo é irreal até considerar arrumar esse desarranjo comportamental em tão pouco tempo. Caso fosse possível esse tipo de coisa, psiquiatras e psicólogos atenderiam na rua e por 5 reais.

    Na parte sobre introversão e extroversão como facilitadores e/ou entraves quanto a absorção da real, acredito que exista sim um fundo de verso na teoria que você apresentou aqui sim. Afinal, partindo do básico, como já citei, as pessoas são diferentes logo características diferentes. Não tem como esperar um comportamento idêntico de todas. Porém, eu também acredito na questão "padrão" e o "bom senso". Da mesma forma que mulheres seguem um padrão de comportamento, o mesmo vale para os homens. E a real é basicamente o elementar da ciência. Observação seguida de constatação. Processo repetido várias vezes, um padrão está estabelecido. Não tem muito o que complicar. E claro, bom senso. Se bom senso fosse uma constante na sociedade, talvez não precisaríamos de um constituição tão extensa como temos atualmente. É abrir os olhos para o óbvio, que tanto tentam esconder.

    Por fim, o comportamento pós-teorico e ou reação. Eu não julgo quem se sente inferiorizado, cabisbaixo e de certa forma, até enfurecido. Não é um sentimento BACANA saber que foi doutrinado de forma contrária à verdadeira realidade das coisas. O que não pode se perpetuar é esse comportamento. A aceitação é uma etapa da real que mais cedo ou mais tarde TEM que vir. Ou assim teremos os nossos "Shelock Holmes da real" que não passam de indivíduos com sérios problemas cognitivos, desenvolvimento abaixo do esperado, socialização afetada (em alguns casos inexistente) que vivem à margem da sociedade.

    E também é claro que é bom enfatizar. Teorizar as coisas no começo da real, traçar um plano mental é interessante. Mas como todo projeto, tem que sair do papel. Tem que colocar as engrenagens para funcionar. Porque por mais genial que seja ideia, de nada vale se ela continua apenas na cabeça de uma pessoa.

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  3. Sim, eu entendo o que você disse, mas farei alguns adendos. Separando por partes, comentário longo haha.

    Veja
    só. Na questão daqueles que dizem saber da real em pouco tempo MESMO
    (questão de uma semana), para começar que é mentira. Qualquer que seja o
    conteúdo é preciso tempo para agregar a informação. Por mais que
    envolvam características diferentes de assimilação, não existe NINGUÉM
    que consiga descontruir uma vida doutrinada a ser um capacho de
    mulheres, a agir como um paspalho ou seja, um mundo de fantasias em uma
    semana. Por mais estejamos falando do cara mais pé no chão e consciente,
    ele pode codificar a informação e passar a racionalizá-la, contudo é
    irreal até considerar arrumar esse desarranjo comportamental em tão
    pouco tempo. Caso fosse possível esse tipo de coisa, psiquiatras e
    psicólogos atenderiam na rua e por 5 reais.

    Na parte sobre
    introversão e extroversão como facilitadores e/ou entraves quanto a
    absorção da real, acredito que exista sim um fundo de verso na teoria
    que você apresentou aqui sim. Afinal, partindo do básico, como já citei,
    as pessoas são diferentes logo características diferentes. Não tem como
    esperar um comportamento idêntico de todas. Porém, eu também acredito
    na questão "padrão" e o "bom senso". Da mesma forma que mulheres seguem
    um padrão de comportamento, o mesmo vale para os homens. E a real é
    basicamente o elementar da ciência. Observação seguida de constatação.
    Processo repetido várias vezes, um padrão está estabelecido. Não tem
    muito o que complicar. E claro, bom senso. Se bom senso fosse uma
    constante na sociedade, talvez não precisaríamos de um constituição tão
    extensa como temos atualmente. É abrir os olhos para o óbvio, que tanto
    tentam esconder.

    Por fim, o comportamento pós-teorico e ou
    reação. Eu não julgo quem se sente inferiorizado, cabisbaixo e de certa
    forma, até enfurecido. Não é um sentimento BACANA saber que foi
    doutrinado de forma contrária à verdadeira realidade das coisas. O que
    não pode se perpetuar é esse comportamento. A aceitação é uma etapa da
    real que mais cedo ou mais tarde TEM que vir. Ou assim teremos os nossos
    "Shelock Holmes da real" que não passam de indivíduos com sérios
    problemas cognitivos, desenvolvimento abaixo do esperado, socialização
    afetada (em alguns casos inexistente) que vivem à margem da sociedade.

    E
    também é claro que é bom enfatizar. Teorizar as coisas no começo da
    real, traçar um plano mental é interessante. Mas como todo projeto, tem
    que sair do papel. Tem que colocar as engrenagens para funcionar. Porque
    por mais genial que seja ideia, de nada vale se ela continua apenas na
    cabeça de uma pessoa.

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  4. Como exatamente essa síndrome se relaciona com aqueles indivíduos que se tornam "pregadores" da real e começam a despejar isso em tudo que é lugar, mesmo onde não faz o menor sentido? Já vi gente metendo a real em lugares tão absurdos que deixaram todo mundo que leu com a certeza de que era um lunático, tipo fórum sobre filmes, blog de futebol e até site de discussão política esquerdista... não consigo ver benefício nesse pessoal, geralmente são os mesmos que perdem tempo trollando blogs feministas.

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  5. Pois então. A "fase da revolta" engloba bastante coisa. Você questionou algo interessante, a relação da síndrome com os pregadores da real. Acredito que todo cara que possui essa síndrome é um falso pregador da real. Mas nem todo pregador da real tem a síndrome.

    É preciso cuidado com "meter a real". Sempre deve ser o seu último artifício. Ficar arranjando treta onde não deve, por não conseguir segurar o seu desejo incessante de fazer com que as outras saibam da sua real opinião é imbecilidade e de certa forma, infantilidade. Você vive dentro da matrix, e tem que relacionar nos esquemas dela. Existem guerreiros que às vezes se comportam como pessoas que não têm a mesma visão de mundo, porque não compensa ficar enfiando as coisas guela abaixo. Não é conveniente. E não existe motivo para colocar uma seta na sua cabeça. É pior para o cara em questão, afinal, pode atrapalhar no trabalho, na faculdade, em tudo. Saca? é saber separar, dosar e colocar as coisas no seu devido lugar.

    É comum, no começo, o guerreiro querer enfiar a real na fuça até do
    cachorro dele. Falo isso de experiência própria. Não só a questão de
    meter a real, como tentar ser o verdadeiro Messias e conduzir TODOS os amigos que conhece para dentro da real. Normalmente (até porque é só questão de adaptar e concretizar a ideia na cabeça) essa fase de "metedor da real"/"pregador da real" passa. Aqueles que mesmo depois de um tempo continuam a agir dessa maneira, com certeza existe um desvio comportamental, aparecendo a síndrome discutida no artigo. Essa é a relação existente entre os Pregadores e os "Sherlock Holmes" da real.

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  6. Bom texto e bem escrito.

    Sinto cheiro de "desperplexamento" no ar rsrs

    Brincadeiras a parte, fez bem em absorver essa parte essencial das leituras que fez. Enxergar a "real" em todo lugar é coisa para fanaticos. E convenhamos ninguém quer ser um fanatico sobre qualquer assunto que seja não é mesmo?

    O importante de tudo que você aprendeu poderia ser resumido em simplesmente uma coisa. Esteja ALERTA e não hipervalorize as mulheres. Enxergue-as como são, com os defeitos que tem e esteja alerta para possiveis pilantragens. O resto é só abobrinha complementar da "(ir)real"

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