O medo e as muletas emocionais. Como fugir deles?

Começo dizendo que cada informação pode ser absorvida de duas formas. Ou você agrega aquilo da forma correta, ou agrega aquilo da forma errada. Não existe meio de absorver algo de forma “meio-certa”, aqui não se tem opções. São alternativas, assim como na “matrix”. Ou você toma a pílula azul ou a pílula vermelha. Até então nada novo e muito capitão óbvio por sinal. E é com base nesse raciocínio que vou discutir o medo e as muletas emocionais.

Entender como funciona e como agir diante da engrenagem social de forma realista e verdadeira é mais complexo do que se parece. Se fosse simples, não haveria tanto medo. Não haveria tanta titubeação. O medo de ser incompreendido, de ser repreendido, de ser excluído do seu grupo social, entre outras situações, não existiria em um primeiro momento. Daí então, entramos em um parafuso fundamental:

“Sendo o medo o principal aliado na luta da sobrevivência, por que devo driblá-lo?”

Você não deve driblar o medo, muito menos eliminá-lo e na verdade, você deve entender a razão desse medo. O medo que estou mencionando é aquele te congela diante de uma situação hostil, aquele que impede de realizar algo, aquilo que simplesmente bloqueia toda e qualquer ação que pode ser saudável em um primeiro momento. É esse medo que precisa ser combatido.

Mas antes que eu emputeça alguém por não estabelecer o elo do título, punhetando a sua mente sobre o medo, digo que, inevitavelmente, o medo é o maior aliado do vitimismo. E por ser o maior aliado do vitimismo, aqui estão estabelecidas as muletas emocionais. Enquanto é conveniente ser vítima de uma situação por sentir um medo ou algo não “agradável”, adquire-se uma muleta emocional. Aplicando os termos para a realidade, adotando a fase da revolta e uns pontos enumerados por mim, inicialmente discutidos no fórum, depois feita uma mescla, cheguei às etapas abaixo:

1 – Choque
2 – Indignação
3 – Reclusão (Sobre as três primeiras fases, pode-se aprender um pouco por aqui)
4 – Aceitação
5 – Adaptação
6 – Reinserção na matrix.

Primeiro gostaria de deixar claro que, no fundo não tem como ficar "ah, estou na etapa X, faltam Y". Ou você está na fase da revolta como um todo ou você não está. Mas para um estudo, análise mais profundos, temos que fazer um certo breakdown da parada. A parte mais importante é como ocorrem a aceitação e a adaptação. Aqui é que moram os amigões que usam a real como muleta emocional. Se ele aceita aquilo como apenas um fator para estabelecer o seu vitimismo próprio e adapta a realidade dele para o vitimismo, o primeiro acontecimento que fuja da atual situação, da sua qualidade de vítima, seja arranjar uma namorada, começar a fazer sexo com regularidade, passar a trabalhar, qualquer coisa, ele sai da “fase da revolta” momentaneamente para justamente cair na etapa 2 outra vez quando der errado.

Estabelece-se assim um ciclo vicioso, 2 - 3 - 4 - 5 - 2 - 3 - 4 - 5. Por isso mencionei lá em cima as alternativas na hora de se agregar um conteúdo. A única justificativa que eu encontrei para se absorver de forma errada ou incompleta é que, custa menos tempo, menos neurônios, menos sofrimento. Mas não é uma imbecilidade aprender algo errado só para poupar tempo? De uma forma ou de outra, encontra-se na estaca 0,5 outra vez. (na ZERO não volta, porque não é possível que depois de levar nas fuças seguidas vezes alguma coisa não é internalizada).

"Até quando você será escravo do tempo às custas da sua própria integridade física, psíquica e moral?"

Para fugir de muletas emocionais, não é preciso ser um gigante cheio de coragem e sair peitando Deus e o mundo. Não é preciso ser o cara mais extrovertido do universo, muito menos um ser perfeito. Apenas separe suas visões romantizadas sobre o mundo, as coisas não funcionam assim. Simplesmente atenha-se à realidade e tenha atitude. Combata o bundão em busca de uma muleta emocional dentro de você e vá para a luta!

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