A Armadilha do Casamento – Uma Visão Econômica

Por Bastiat

Armadilha do Casamento – Uma Visão Econômica

Talvez nenhum tipo de relação social tenha sido mais conturbada e tão pouco estudada, analisada e dissecada como essa. O casamento, ainda hoje, tingido pelas cores da religiosidade, nem sempre teve a idealização que hoje ainda o cerca (amor eterno,sacrifício) como pano de fundo, e a bem da verdade, como toda idealização não resiste a uma análise mesmo que superficial. (Afinal, é senso comum que há casamentos por interesse, disfarçados de amor, e seguindo a tradição cética tradicional, 1000 eventos positivos não confirmam uma tese, ao passo que 1 evento negativo é suficiente para desmenti-la).

A definição mais básica e arquetípica se baseia na ideia de intimidade extrema, responsabilidades mútuas e não excludentes, geralmente com coabitação. Já a explicação do fato social, a justificativa para que ainda ocorra em grandes proporções - muito embora o número de filhos tenha diminuído drasticamente em grande parte do globo, o número de matrimônios se mantém relativamente estável, acompanhando o viés do crescimento/decréscimo populacional - ainda é obscura. A possibilidade de que a ideia de casamento fomentada pela religião tenha se tornado um meme (no sentido original do termo, como explicitado por Dawkins em "The Selfish Gene"), que se auto alimenta (casa-se pois se acha a ideia de casar interessante, posto que isso foi passado por alguém em figura de autoridade que casou pois foi influenciado por alguém que achava a ideia de casar interessante) é apenas uma das possíveis explicações – embora sem dúvida seja uma das mais perspicazes. 





Outra justificativa é a sociobiológica, em que se argumenta em favor da reprodução: casa-se pois somos “programados” (notem as aspas) para passar os genes adiante, em uma competição eterna;  desse modo, a escolha de uma parceira com o fundo genético saudável se faz necessária, assim como a proteção dos descendentes por meio da constante presença e ainda a segurança de que os únicos genes que serão passados adiante serão os do “companheiro”. A sua presença se faz necessária como impedimento à tendência feminina ao engodo, traição e dissimulação. Desse modo, a união estável é um subproduto interessante das relações sociobiológicas que existiam em sociedades pré-industriais em que relações interpessoais eram incomensuravelmente menos complexas do que hoje o são, o que foi muito bem aproveitado pelas religiões em todo o globo, que são as responsáveis por manter vivas ideias já mortas. 

Contudo, com ao grande processo de urbanização social que ocorre há 3 séculos, e todas as mudanças estruturais que o tem seguido, a união manteve a forma, mas mudou essencialmente, e tem se tornado extremamente desvantajosa para o homem, de forma geral, e possibilitou a uma nova área a análise do casamento: A economia, e é nele em que me foco, por questões de afinidade, conhecimento e formação. 

O Casamento como Fator Econômico
Em questões socioeconômicas o casamento tem, essencialmente, uma relevância principal: a união de suas rendas e a multiplicação do poder de compra sem que necessariamente aconteça um aumento na base monetária (ótimo cenário de controle inflacionário e fomento de crescimento) ao mesmo tempo em que proporciona a possibilidade de acumulação monetária (poupança) e também uma função acessória: a geração de filhos, que formam a base da pirâmide e que movimenta o binômio instrução/produção. Uma vez que duas pessoas dividem despesas, a grosso modo, há uma tendência a diminuição do custo total efetivo de sobrevivência (custos de luz, água, telefone), basicamente o mesmo fato que se dá quando estudantes decidem morar em repúblicas e dividir despesas. 

Na análise econômica, é uma instituição perfeita e muito interessante para o todo. Contudo, essa análise parte do pressuposto de que duas rendas continuem a ser administradas, o que não se prova verdadeiro ao verificarmos o fenômeno que aqui chamo de acomodação feminina: observa-se que as mulheres param de trabalhar, ou diminuem relativamente atividade laboral em média dois a três anos após o início do casamento. É uma tendência observada principalmente em países latino-americanos (de acordo com dados do …...). Um dos argumentos apresentados prontamente pelas feministas a quem apresentei esse artigo, há dois anos, foi o de que mulheres parariam de trabalhar porque engravidariam. Achei uma justificativa plausível, mas, como devia ser, não passa de uma leitura forçada de dados com o objetivo de favorecer à causa feminista. Procurei os dados de crescimento populacional médio, extrai os dados de nascimento e cruzei com os números relativos de uniões declaradas: não foi surpresa quando percebi que havia uma discrepância de 70%. Em termos estatísticos algo muito relevante, e em termos sociais algo devastador – 7 em cada 10 mulheres saiam da força de trabalho sem nenhum motivo aparente, para viver, literalmente, às custas do marido. 




O que isso significa? Num primeiro momento, em uma análise menos aprofundada, isso significa a abertura de vagas e oferta de emprego, vagas geralmente preenchidas por mulheres mais jovens, que, a se seguir a tendência as deixarão algum tempo após o casamento. Investimento em formação jogado no lixo. (Não toco nem no assunto custo de investimento – e quem, no final das contas acaba pagando por isso, por meio da participação na massa de arrecadação tributária). Se a questão for olhada do lado macroeconômico, há várias vertentes: 

1 - Maior pressão por crédito, já que há menos membros familiares trabalhando com os custos de subsistência mínimos mantidos 

2 - Consequentemente menor poupança geral, o que leva a
aumento do custo do crédito, o que nos leva ao primeiro ponto (um círculo perigoso, que pode estar ligado à formação de bolhas)

3 - Dificuldades de aperfeiçoamento profissional – já que o membro remanescente tem de trabalhar mais horas como forma de compensação da queda na renda familiar, o que gera

4- Queda na remuneração, e na expectativa de salário, e consequentemente aumenta a pressão sobre o crédito

A exemplificação poderia ser alongada, porém, para efeitos macroeconômicos, já é suficiente. 

O fato é que o casamento não segue a fórmula que deveria seguir. A de inclusão de duas rendas. Na maior parte dos casos ele a segue momentaneamente e a abandona. E no final, quem recebe o ônus? Você meu caro amigo leitor. Nós homens. Além de não ser uma fórmula de aumento de riqueza, acaba por transformar-se num martírio de exploração e divisão de miséria. Mesmo o fato de que a mulher permaneça no lar fazendo serviços domésticos é insuficiente para dar qualquer vantagem aparente à decisão delas de não trabalhar. Se você ganha 3,000 mensais, sua mulher está recebendo pelo menos 40% disso para não fazer nada. É a empregada doméstica mais bem paga do país. 

Qual a saída?

O custo emocional do divórcio não é nada se comparado ao custo do divórcio em si. Temos legislação extremamente conivente e impregnada de conceitos vazios pós-modernos que dão às mulheres o poder pleno de manipulação, extorsão e chantagem, tudo por vias totalmente legais. Portanto, nem o divórcio é uma saída. A única saída é a não entrada. Não se case, a não ser que tenha certeza absoluta de que conheça a sua companheira (ou sanguessuga).... a questão é: existem exceções? Não as vi jamais. Porém é uma opinião pessoal, se não o satisfaz, veja as estatísticas acima.

Curiosamente, quando escrevi o texto acima (nunca o publiquei porque jamais conseguiria isso no nosso meio acadêmico, o texto original é um pouco maior e mais rico em detalhes que fariam os esquerdinhas pularem das cadeiras) procurei estatísticas de casamentos entre gays. Consegui pouca coisa na América latina, mas em países europeus vi uma relação de dados no mínimo interessante: casais de gays do sexo masculino assumiam relacionamentos com mais frequência por meios legais (registro em cartório, por exemplo) em relação ao total de homens que se declaravam gays. Entre as mulheres, o percentual de uniões era mínimo, muito embora a percentagem de gays fosse maior que o masculino. Curioso, não? Não, não é. A questão é lógica: se se declarassem casadas, perderiam pensões e outros benefícios herdados principalmente de pais e ex-maridos. Vejam bem: gays “homens” ao unir as rendas, entravam em faixas de taxação ainda maiores, pagando mais impostos, as gays “mulheres” evitavam isso para usufruírem de benefícios providos diretamente por homens. É interessante como os padrões femininos se revelam mesmo nas que se declaram não “mulheres”.

1 comentários:

  1. O Homem que não casa, financeiramente nunca terá problemas.Porém, emocionalmente irá sofrer. Solidão na velhice, relacionamentos curtos, prostitutas etc....
    O Homem que casa, sofrerá financeiramente e , a princípio, está feliz emocionalmente.
    Mas essa felicidade é curta e cruel.
    Enfim, é melhor não se achar o ganhador da Mega-Sena do casamento e ficar solteiro.Sempre existirá putas profissionais e putas de família atrás de um coroa com dinheiro.

    Antes de falarem que isso é um final deprimente, eu vos digo: Salvo raríssimas exceções,toda mulher é prostituta, só que algumas cobram adiantado outras não. Algumas são profissionais, outras dizem ser de familia.

    Aos casados, meus sentimentos, pois serão um dia cornos e falidos.

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