Uma matrix chamada Igreja

O texto de hoje é mais direcionado para religiosos. O que não significa que ateus não possam tirar algum proveito. Não estou querendo criar qualquer discussão sobre a existência ou não de Deus, sobre qual seria a religião correta, etc. Estou querendo, apenas, passar uma visão pessoal sobre as igrejas cristãs atuais.

O relativismo cultural tomou conta de toda a sociedade. Com as igrejas cristãs, não seria diferente. Em especial, as igrejas evangélicas. O relativismo evangélico chega a ser ainda mais asqueroso que o relativismo "mundano". As igrejas deveriam servir de bússola moral para a sociedade. A ética cristã, esperava-se, deveria situar em um nível superior ao do restante da sociedade. Na teoria, deveria funcionar assim. Mas a realidade é bem diferente do que enxergamos como uma igreja ideal.

Quem nunca ouviu frases do tipo: "eu, ir em tal igreja? Para ficar igual fulano, igual ciclano que vai lá? Tô fora! Prefiro buscar a Deus em casa!". Ou "eu é que não piso nessa igreja. Ciclano, que frequenta essa igreja, me pediu dinheiro emprestado e não me pagou!". Talvez essa: "o pastor dessa igreja trai a mulher! Todo mundo já viu!". E por aí vai!

Por que isso está acontecendo?

Se me pedissem uma resposta simplista para o problema da religião atual, eu iria dizer que o problema principal está na interpretação de Mateus 7:1. O versículo diz o seguinte:

Não julgueis, para que não sejais julgados.

O que este versículo significa? Significa o seguinte: antes de você condenar alguém, procure saber o que ocorreu de fato! Não condene ninguém antecipadamente! Ou seja, o versículo deveria ser usado para evitar injustiças. 

Porém, o que está ocorrendo? Na prática, este versículo tem sido usado para justificar toda sorte de PODRIDÃO dentro das igrejas! O irmão roubou? Não julgueis! A irmã traiu o marido? Não julgueis! O pastor foi pego em um esquema de corrupção? Não julgueis! E por aí vai!

Por causa desse papo de "não julgueis" (uma forma de relativizar os erros das pessoas) a moral das igrejas foi jogada no lixo. Por causa do tal "não julgueis", pessoas imorais tomaram a frente das igrejas, empurrando ainda mais o cristianismo para o buraco! Com isso, o ateísmo se expande! Por causa dessas pseudo-igrejas, a Bíblia está cada vez mais desacreditada!

A igreja ensinou às pessoas coisas absurdas! Outro exemplo é a história do perdão divino. Por causa do tal "perdão divino", a pessoa se sente à vontade para errar! Não tem problema, é só dobrar os joelhos e pedir "perdão a Deus", que vai estar tudo certo. Se, por exemplo, um sujeito matar, roubar, estuprar e fazer o diabo a quatro, é só pedir perdão que fica tudo certo para a Igreja. O sujeito pode até se tornar pastor e dirigir uma congregação!!! Não é à toa que os ateus fazem chacota das igrejas atuais. Este conceito de justiça, realmente, é muito estranho.

O relativismo cultural distorceu conceitos como o do perdão divino. Este conceito diz respeito apenas à salvação eterna! Aqui, na Terra, essa história de perdão não vale! Ele não irá escapar das consequências dos erros aqui na Terra! Se você matar alguém e pedir perdão, Deus até pode perdoar. Mas você irá preso e vai cumprir a pena!

Moisés, por exemplo, era um homem exemplar, mas que pecou feio diante do povo. Ele pediu perdão. Deus perdoou Moisés. Mas, como castigo, ele não iria entrar na Terra Prometida.

Davi foi outro exemplo de homem que pecou e pediu perdão. Deus perdoou. Mas ele ficou impedido de construir o templo, e a família dele pagou CARO por causa do erro dele.

Josias foi um dos maiores exemplos de caráter da Bíblia. Mesmo assim, um dia ele se atreveu a ir para a frente da batalha contra a ordem do profeta e MORREU por causa disso. Com certeza, ele foi perdoado. Mas teve de pagar um preço caro pelo erro!

Alguém que comete um adultério, por exemplo, até poderia ser perdoado. Mas isso não o livra das consequências. Uma delas: este (a) sujeito (a) deveria ser impedido de assumir qualquer função na igreja. O objetivo: manter um certo nível moral dentro da igreja. Um adúltero jamais poderia chegar ao posto de padre, pastor, bispo, etc. É o que ocorre na prática?

Outro exemplo: mulheres que viveram uma vida de orgias, promiscuidade. Quando ficaram velhas, correram para a Igreja, pediram perdão e ficou tudo certo! Elas até podem arrumar um irmão abençoado para se casar, sem maiores problemas! E com vestido branco ainda por cima!!!

Quem nunca ouviu falar das tais irmãs que posaram para a Playboy, fizeram filme pornô e, depois, quando já estão velhas e esquecidas pela mídia, correm para a Igreja, assumem um cargo qualquer por lá, arrumam um CSP e viram "cantoras gospel"? Isso é o que mais ocorre dentro das igrejas evangélicas. Virou moda a Igreja ser aposentadoria de balzaquianas vadias!

Por falar em mulheres, vamos tocar em uma ferida: a submissão da mulher.

A Bíblia é bem clara sobre a submissão feminina. Está lá, escancarado, que a mulher deve obediência ao marido. Outra: mulher não pode assumir nenhum cargo dentro da igreja. Leia a Bíblia e constate por si só!

E o que vemos na prática? Mulheres assumindo cargos e mais cargos, e até mesmo a liderança da igreja e mandando em homens! As igrejas até incentivam isso! Algumas vem com papinho de que "a força da mulher deve ser usada para o bem do corpo de Cristo" (faça-me rir). Outras vem com a velha história dos direitos iguais (até na igreja esse papo colou!!!).

Posto isso, não é de se estranhar a decadência da igreja atual. Moralmente falando, as igrejas são instituições mortas hoje. Elas não são nem um pouco melhores que uma empresa, por exemplo. Quem pára um momento para reparar percebe que não existe diferença entre as pessoas da igreja das pessoas "mundanas".

A verdade é que as igrejas não cumprem mais a função de doutrinadoras da sociedade há tempos! Ninguém aprende mais a se tornar moral dentro de uma igreja! Você não irá aprender a ser mais ético, mais honesto, mais justo, mais digno, enfim, você não irá se tornar melhor simplesmente indo em uma igreja! E, se isso vale para você, vale também para as pessoas que sentam ao seu lado!

4 comentários:

  1. Os valores do evangelho hj são vilipendiados em prol de uma sociedade secularizada, e tais valores são mesmos ridicularizados, tais como:
     bondade (quantos(a)s não consideram a bondade em um homem como um sinal de fraqueza),

    a longaminidade ( uma pessoa com essa paciência vai acabar sendo vítima de bulling, na igreja e fora dela);

    Domínio Próprio ( se um rabo de saia aparecer na frente de um crente é lógico que as escondidas ele vai ficar com a mulher, até mesmo para não parecer "frouxo" aos olhos dos "irmãos".

    paz ( se vc esta em paz consigo mesmo vc é no mínimo um cara muito "estranho" para o mundo e para as mulheres da igreja).

    fidelidade ( fidelidade de crente hj é so conveniência.Hoje esse tipo de cristão não sente vergonha de
    abandonar a fé se seu bolso é afetado. Inclusive em nome de uma "prosperidade" sentimental ele pode até traír amigos cristãos "adulterando com a mulher do próximo"  na boa, sem sequer sentir que está "pecando"; O nível de pedidos de divórcio entre os evangélicos a um tempo atrás era de quase  (75%),
    O que é uma estatística MUITO grande para uma igreja que se diz cristã. Quem não se lembra da Gretchen, a miss bumbum, hoje ela casou com um homem de "respeito", um pastor de Goiânia depois de uma vida de putaria e 5 casamentos fracassados.

    AMOR ( Ou a caridade. Nostradamos já falava que a igreja dos "últimos tempos" que ele previu, a igreja iria abandonar os pobres. É o que se vê com essa teologia da prosperidade e essa cultura do dízimo. O cristão não tem a "obrigação" de entregar o dízimo, se duvida leia o livro de  Hebreus.
    Se a lei cerimonial com as suas festas de lua nova, sábado, festas dos tabernáculos, e todos os outros mandamentos puramente cerimoniais foram abolidos ( a exceto da lei moral - os Dez mandamentos), por que o dízimo então continua se o novo testamento não faz sequer menção dele?

    conheço muitos que foram enganados com essas promessas de "prosperidade"  que pagam o dízimo e estão na pobreza. Eu mesmo paguei esse tributo por 12 anos na minha época de ingenuidade e nunca consegui sequer um "emprego" fixo por esse tempo.

    Cristãos falam tanto desse "amor" mas nunca ví um sequer fazer pelo menos metade da caridade que fez um Albert Schweitzer, um Chico Xavier ou Bezerra de Menezes por exemplo

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  2. Belo texto, a parte que o autor fala do livro de Mateus 7:1 é a mais pura verdade. O "não julgueis" é a pior desgraça que existe na igreja atual, basta o sujeito falar que se arrependeu e pronto, já está perdoado, mesmo agindo ao contrário do suposto arrependimento.
     
    Pena que a grande maioria dos católicos/evangélicos NÃO veem (ou até veem, mas tentam se enganar) isto, porque se enxergassem e encarassem a realidade, teriam duas opções:

    1º Mudariam o seu comportamento liberal para o bem da igreja e seguiriam a bíblia, ao invés de criarem igrejas de surfistas, homossexuais ou permitir que mulheres tomem a dianteira na igreja, quando a própria bíblia NÃO aceita isto (isto é falado no livro de Paulo, mas não lembro do capítulo e tampouco do versículo).

    2º Torna-se ATEU (este é o meu caso, não direi que isto foi o motivo principal, mas os motivos que o autor citou mais as barbaridades que vemos hoje, envolvendo religiões, foi o estopim para eu virar "as costas" para SEMPRE para as religiões.

    OBS: Ateu que faz chacota com igreja ou religiões em geral, não é ateu de verdade, são na verdade religiosos "revoltadinhos" com Deus, que na primeira dificuldade volta para igreja, um ateu de verdade não está nem aí para religiosos (a não ser quando eles atacam ou tentam nos enfiar "a verdade absoluta" goela abaixo), um ateu de verdade precisa VER para CRER, simples assim.

    Todo mundo tem o livre-arbítrio para acreditar no que quiser então eu respeito todos os religiosos (até os descritos pelo autor), DESDE QUE me respeitem também.

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  3. Poxa gemte, vive a REAL e quer falar do evangelho?? Puta hipocrisia isso ein

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