Solteiro e feliz aos 35 (por Karlheinz)

Gostaria de compartilhar com vocês um pouco do meu bem-estar. A alegria de ser um homem solteiro aos 35 anos.

Tudo que será dito aqui é pessoal, porém tomarei a liberdade de fazer algumas generalizações em relação aos homens maduros psicologicamente bem-sucedidos.



O objetivo deste tópico é mostrar a vocês, principalmente aos mais jovens, o que os espera se não fizerem bobagens homéricas, como casar por paixão ou engravidar alguém acidentalmente.

Muitos de vocês têm vinte e poucos anos e sofrem as amarguras da juventude: carência afetiva, falta de sexo, falta de dinheiro, falta de auto-estima. Venho contar a vocês a minha experiência, e que ela sirva de exemplo e estímulo. Note-se, porém, que maturidade e idade são coisas associadas, mas não iguais.

1- Fiz a minha lição de casa. Estudei muito. Portanto, tenho tempo livre, grana e status. Tenho porque desejei isso. Mas essas não são as coisas mais importantes que o estudo traz, obviamente. Ele nos faz crescer, ficar instruídos, críticos, autênticos, espertos.

A grana pode não ser o seu objetivo, leitor, mas ela será consequência do seu esforço estudantil se este for grande. E é uma consequência bastante agradável, posso garantir. Além disso, mais importante do que a cifra que você recebe todo mês é o quanto você GASTA, e isso, para o homem solteiro, é facílimo de controlar. Para o homem maduro solteiro o dinheiro sempre sobra. Para o casado, sempre falta. Sempre.

2- Não cometi nenhum erro grotesco, como casar por paixão ou engravidar alguém. Logo, não tenho preocupações. Durmo como uma pedra e disponho do maior tesouro: tempo livre. Assim, posso acessar tudo o que me traz prazer: sair, ler livros, ouvir música, ver filmes, namorar, ir à praia, jogar videogame, fazer exercícios físicos, estudar, beber com os amigos, viajar, transar etc. Essas coisas são mais importantes do que dinheiro em si.

O dinheiro não é uma meta, é um meio.
Aos 30, percebemos mais a brevidade da vida do que aos 20, portanto damos muito mais valor ao nosso tempo e lamentamos mais a perda do mesmo. A vida é ridiculamente curta, logo 1- deve ser bem aproveitada e 2- não admite erros.

3- Não me apaixono. Isso porque A) tenho consciência de que a mulher moderna não vale a pena e B) não tenho carência afetiva. Diferente do adolescente, que se apaixona a torto e direito, o homem maduro sofre menos deste mal. Contrariando o que a mídia prega, dizendo que “paixão não tem idade”, esta é um câncer cuja incidência diminui com o tempo.

É necessário estar muito desatento, desinformado, com a testosterona anormalmente reduzida ou numa péssima maré de azar para cair nessa depois dos 30, mas pode acontecer. E é aí que vem a melhor parte: o homem experiente, saudável e ATENTO sabe enfrentar esse sentimento doentio com exercícios mentais e físicos (sim, exercícios físicos aumentam a testosterona e reduzem a carência afetiva muito mais do que qualquer bom conselho) enquanto o jovem apaixonado vai correndo à floricultura mais próxima.

Além disso, o maduro vai comendo outras mulheres até se desapaixonar, para se distrair, para se divertir, para VIVER, acelerando o final do processo, contrapondo-se à tolice exclusivista da paixão juvenil que rouba a vida do garoto, impedindo-o de ter novas experiências concretas com outras mulheres.

4- Não sofro de carência afetiva, pois já passei pelas instabilidades da testosterona dos vinte e poucos anos, faço exercícios físicos, mantenho-me centrado em minhas metas e já superei a pressão social do “todo homem deve casar e ter filhos”.

No começo foi difícil mas, hoje, atingi minha estabilidade. O homem maduro solteiro está, a passos de tartaruga lerda, se livrando dos rótulos de frouxo, gay, pega-ninguém e adquirindo a imagem de pessoa sábia e inteligente. Mas para isso é fundamental se comportar como homem e não como um emo ou uma bicha enrustida.

5- Sexo não me falta. Superei o principal empecilho ao sexo, muito maior do que a falta de dinheiro: o ideal romântico do “devemos transar com quem amamos”. Seja com prostitutas autênticas, seja com pseudo-prostitutas (mulheres modernas), seja com a namorada, sexo é sexo.

O sexo não rola principalmente pelo meu status ou grana e sim pela minha sabedoria de que 1- uma vagina de 50 reais pode satisfazer tanto quanto uma namoradinha da zona sul e 2- pelo reconhecimento de que sexo é uma necessidade fisiológica masculina paralela a sentimentalismos.

Você envolve sentimento no sexo apenas se você quiser. Mas caso você seja condicionado a essa obrigatoriedade, toda a sua vida sexual pode ser anulada. Romantismo é, em si, uma negação da realidade.

E quanto mais envelhecemos, mais diferenciamos o que é real do que é sonho. Tornamo-nos práticos. Sexo é uma coisa extremamente simples mas, para o jovem, torna-se artificialmente florido ou monstruosamente emocional e complicado. NÃO É. É algo muito, muito simples. Basta não errar (use camisinha; pague o que a garota cobrou) para não pegar canivetada, dst ou gravidez.

6- Moro com a minha família primária por opção. Há harmonia e me sinto bem aqui. Mas já morei sozinho por anos, e foi bom também. Isso vai de cada um e de cada ambiente familiar. Como só transo em motéis ou nas casas das garotas, não há conflitos ou cerceamento de liberdade.

É assim que quero e é assim que evito problemas. Não existe, nos dias de hoje, obrigação de se abandonar a casa dos pais se você é solteiro. Isso é totalmente opcional para o homem maduro, que inclusive pode refletir e levar em consideração o que seria melhor para os seus pais velhinhos, caso possa ajudá-los financeira e psicologicamente com a sua presença.

Já há aqueles que gostam de morar sozinhos apenas para levar garotas à sua casa. Não aconselho, pois 1- pode ser uma armadilha para um relacionamento duradouro; 2- você pode ser sacaneado num tribunal por investigação de relacionamento estável; 3- você pode ser roubado; 4- as garotas que só namoram homens que moram sozinhos são as mais imprestáveis, pois são as mais interesseiras, portanto dispensáveis.

7- Quando era mais jovem, sofria com a imposição social de casar e ter filhos. Não sofro mais. Percebi que não tenho interesse nisso e ponto final. Mas respeito e admiro as pessoas que o fazem de forma bem pensada. Criar uma família deveria ser uma tarefa para poucos, pois demanda paciência, perseverança e responsabilidade imensuráveis. Instigar todo e qualquer mané a gerar uma família, como a nossa mídia faz, é um ato criminoso.

Toda criança tem o direito de ter pai, mãe e harmonia. E esse direito é destruído quando manés e piriguetes resolvem brincar de gente grande, além de colaborar para a disseminação dos DNAs mais grotescos.

Resumindo:

1- Homem maduro, solteiro, centrado e esforçado = Liberdade + Despreocupação + Estabilidade + Prazer + Tempo livre.
2- Filhos são para aqueles que desejam e têm plenas condições de dar a eles um lar decente, em todos os aspectos.

Obs: pesquisas indicam que homens casados são, em média, mais saudáveis e longevos do que os solteiros. Estas pesquisas estão CORRETAS, pois a maioria dos homens solteiros estão muito, muito distantes de tudo o que discutimos aqui, perdidos à deriva em todos os aspectos da vida.

Por Karlheinz

2 comentários:

  1. E o interessante que quando um homem é solteiro que pode se sustentar e não age como um necessitado, automaticamente vira um imã de mulher.

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  2. Inspirador! Parabéns pelas escolhas, é um exemplo de racionalidade!

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