Lições de Honra e Virilidade - Parte 2

Por Doutrina

Assim que terminei a faculdade, um colega de turma me telefonou no sábado para ajudá-lo a encher um laje de concreto, seguido da tradicional feijoada honrada completa com costelas de diversos animais para a cretinada de peões.


Outros colegas merdalhões também compareceram, mas como ogro que sou não vou com a cara da maioria, ficando no grupo de peões semi-analfabetos. Algumas vagabundas da turma fizeram questão de estar no meio dos machos, para obviamente ganharem a atenção de alguns manginas cuzões. Uma delas veio até mim, mas estranhamente foi embora depois que pedi pra ela mudar dez galões de tinta de lugar.

Continuei trabalhando até que um veado aparece no recinto com óculos de segurança com logotipo da Petrobrás, jaqueta Abercrombie e tênis Nike 45 molas, querendo transformar a atividade honrada numa cervejada imbecil. Não bastasse não ajudar em nada, o filho da puta ficava tirando sarro do grupo de peões que tocavam a real na obra, enquanto vagabundas previsivelmente lhe davam moral e riam da classe operária. Entre outras coisas, dizia que peões são bestas de carga imprestáveis e que o verdadeiro mérito honroso do homem não está no trabalho honesto, mas na malandragem. Inesperadamente, arranquei seu óculos de segurança e o triturei com as mãos até os estilhaços voarem na frente de todos. Ele se levantou para tirar satisfações mas lhe dei um chute no peito para que caísse sentado novamente, pois não havia terminado de falar.

Todos ficaram espantados com minha atitude inesperada e viril. Em seguida, ele correu e o tempo fechou de vez com o grupo de peões indo atrás dele para espancá-lo. Eu o alcancei e o imobilizei, mas não deixei que os peões o triturassem. Ao invés disso lhe dei um sermão de honra, no que ficou concordado que ele trabalharia debaixo do sol para se livrar do espancamento.

Decepcionadas e com os pêlos anais e vaginais arrepiados com minha atitude, ordenei que as vagabundas voltassem para o fogão e nos fritassem alguns animais para o almoço. Obedientes, mas a contra-gosto como vadias baladeiras que são, elas foram pilotar o fogão.

Enquanto dilacerávamos orelhas de porco e cabeças de carneiro no almoço, o filho da puta sujava seu Nike com concreto pela última vez, e se queimava no sol rezando para que o dia terminasse, para enfim aprender definitivamente o que é o respeito com trabalhadores braçais semi-analfabetos, mas que possuem sua honra e virilidade a defender.

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